Língua Afiada
   ESPAÇO ABERTO

Acredito na internet como instrumento democrático de comunicação, de liberdade de pensamento e expressão, coisa que não acontece, de fato, no nosso Brasil. A vejo como um canal sem barreiras, que pode ser utilizado por todos que tenham algo a dizer, de preferência algo que contribua para a melhoria do mundo em que viemos. É com esse objetivo que a uso.

Tenho por conceito de informação não aquela que interessa aos detentores dos grandes veículos de comunicação divulgar para satisfazer seus interesses corporativos ou adquirir as vantagens políticas ou comerciais que almejam, mas a informação e as idéias que emanam dos sem-voz, daquelas pessoas que querem se expressar e não têm um veículo para isso, a expressão dos anônimos. Informação que possa ser util à vida dos cidadãos, que os ajude a ler e interpretar o mundo que os cerca.

Foi por acreditar na força da internet neste aspecto, que resolvi criar este blog. Para ter o meu próprio canal de expressão onde pudesse, sem censura, registrar o que penso sobre os fatos, os acontecimentos do dia-a-dia. O Língua Afiada é apenas um blog (conceitualmente, um diário pessoal na net) mas pode ir além disso. Por isso, passo a abri-lo a colaborações de terceiros, pessoas que tenham o espírito inconformado com “o estados das cosias”. O artigo que segue abaixo, de autoria do advogado e sociólogo Josimar Santos Batista, é a primerira colaboração que publico neste espaço: 



 Escrito por Luiz Valério às 14h14
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   Autoridade Máxima: A Música Popular Brasileira

Idealizado por Hermínio Bello de Carvalho, o mais bem sucedido programa de divulgação da Música Popular Brasileira, o Projeto Pixinguinha revelou grandes talentos e nomes importantes da MPB como Djavan, Zizi Possi e muitos outros. Em 1997 foi interrompido e, depois de sete longos anos de espera está de volta com força total.

Para nosso orgulho, Boa Vista foi a Capital do Norte do País escolhida para o enceramento da 1ª etapa do grandioso e memorável Projeto. O show foi inenarrável. A qualidade dos músicos então, inconteste mas, o que deveria servir como lisonja nos envergonhou.

O alvo do projeto sempre foi o “público”, levar cultura e boa música ao povo sem discriminação. Em Roraima isso não aconteceu. O Estado, através da Secretaria de Educação e Cultura, via Departamento de Cultura, que deveria dar apoio total e irrestrito ao projeto, não o divulgou amplamente nos meios de comunicação de massa (rádio, televisão, jornais impressos, eletrônicos, outdoor, folder e etc), informando local, data, preço dos ingressos. Limitou-se de inicio em restringir o evento à distribuição de convites a “autoridades” do Estado, desvirtuando o objetivo do Pixinguinha.

Ao se darem conta da infeliz idéia, um dia antes do evento – que aconteceu em 29 de setembro de 2004 - quarta-feira - resolveram anunciar que o acesso seria gratuito. Mas já era tarde e por isso, diante do que poderia ter sido e da grandiosidade do espetáculo, foi um fracasso de público.

Um colega, conhecedor do Projeto, na busca de informações para assistir ao espetáculo, foi até o Palácio da Cultura para comprar os ingressos e lhe disseram que as informações só poderiam ser repassadas no Palácio do Governo Estadual. Chegando lá, ele foi recebido por uma senhora que lhe fez a seguinte indagação: “o senhor é autoridade de que orgão ?” (coisa bem provinciana). Logo o meu colega disse ser um cidadão comum, porém consumidor da boa “MÚSICA POPULAR BRASILEIRA”. Então lhe informaram que só poderiam assistir ao show autoridades do primeiro, segundo e terceiro escalão do Governo do Estado. Lamentável!

Inconformado, o colega passou e-mail para a Funarte (responsável pelo resgate do Projeto) e para o Ministério da Cultura. Ainda não obteve resposta mas, com certeza alguma providência deve ser tomada.

Resolveram que o espetáculo seria aberto ao público, mesmo assim, ainda comparecem algumas “autoridades”, e outras tantas “otoridades” com convites que davam acesso a lugares reservados na platéia, como se a “MÚSICA” , tivesse esse condão de somente atingir aqueles e não o público em geral.

O Estado de Roraima já é carente de eventos desta magnitude e quando se é contemplado com ele ( bancado por verba Federal - Ministério da Cultura e Petrobrás), o público é brindado com um show de desorganização (nem os ar-condicionados funcionavam, por falta de manutenção ).

Vida Longa ao Projeto Pixinguinha mas, vida curta para a (des) organização em Roraima.

JOSIMAR SANTOS BATISTA.

Advogado – OAB/RR – 072- B.

Professor/Educador – DEMEC/PA – LP – 95/00405.

Sociólogo.

Fone: (095) 9111.2170

 



 Escrito por Luiz Valério às 13h50
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   Fuga?

O comentário do dia de ontem, em todos os cantos da cidade, foi a ausência da prefeita Teresa Jucá (PPS) ao debate entre os candiatos à Prefeitura de Boa Vista promovido pela TV Roraima na noite de quinta-feira.

Todos esperavam que ela comparecesse, dada a sua convição exposta durante a propaganda eleitoral gratuita de que é a melhor opção para continuar a governar Boa Vista. Mas, que nada! Ela faltou. Apenas os postulantes ao Palácio 9 de Julho Otoniel Ferreira (PSB), Júlio Martins (PSDB) e Neudo Campos (PP) compareceram. Os dois candidatos dos partidos nanicos, Ariomar Faria (PCO) e Júnio da Vanda (PRTB) também deixaram de ir.

Na avaliação de muitas pessoas com as quais conversei, a melhor performance no debate foi de Otoniel. Mas, e a prefeita, porquê não foi? Medo do debate, orientação dos advogados e marqueteiros ou estratégia política?

Costuma-se dizer nos meios político e jornalístico que, quando um candidato está numa posição favorável em relação à simpatia dos eleitores, ele foge ao debate para não cair em deslizes ou se ver bombardeado por críticas às quais terá que rebater com veemência e provas.

Talvez tenha sido este o motivo de Teresa Jucá não ter ido ao debate. Mas, que teria sido interessante vê-la se explicando de alguns petardos disparados pelos candiatos Otoniel Ferreira e Neudo Campos, isso seria. 



 Escrito por Luiz Valério às 15h53
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   Meninos mal pagos

 

Período de eleição é sempre a mesma coisa: as casas legislativas Federal, estaduais e municipais ficam esvaziadas. Deputados se licenciam para disputar prefeituras ou dedicam mais tempo no apoio à candidatura dos seus correligionários; vereadores se empenham nas próprias campanhas à reeleição e desaparecem das sessões. Trabalhar pelo povo que os elegeu, que é bom, nada. Aliás, eles quase nunca fazem isso. Geralmente trabalham por si próprios.

Tem sido assim na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal de Boa Vista. Na ALE, por exemplo, conta-se nos dedos as sessões que aconteceram nessa reta final de campanha. Somente esta semana, duas deixaram de acontecer. Aliás, a de quarta-feira foi aberta e encerrada logo em seguida por falta de quorum.

Ah, esse meninos mal pagos! Trabalhar para quê, com o salário tão irrisório que recebem? Para quê se esforçar para analisar os projetos importantíssimos de “batismo de ruas” e concessão de títulos de cidadão sei lá das quantas? É trabalho de mais para o pouco dinheiro que recebem! Melhor dar uma mãozinha aos colegas na busca por um cargo público nas câmaras municipais e prefeituras para também, uma vez eleitos, não fazerem nada. E assim caminha o nosso mundo político.

Andar pelas casas legislativas nesse tempo de eleição é o mesmo que percorrer vãos de casas abandonadas. Não se encontra ninguém. Marasmo total. Aliás, cá para nós, não sei o que é pior: ver os deputados e vereadores ausentes daquele que deveria ser o seu lugar de trabalho ou assisti-los nas sessões travando intermináveis debates sobre coisa nenhuma, exaurindo a sua retórica capenga para convencer seus pares da importância de... deixa para lá.

Mas o período eleitoral está terminando e daqui a pouco os nobres parlamentares, felizes pela vitória dos seus “apadrinhados” ou chorosos pelo fracasso nas urnas, estarão de volta ao custoso trabalho de “legislar em benefício da sociedade”. Ah, esses meninos mal pagos!!!

 



 Escrito por Luiz Valério às 15h41
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