Língua Afiada
  

Os ventos que sopram em Roraima

 

A semana que passou foi de muito frenesi em Roraima. A queda definitiva de Flamarion Portela e a assunção de Ottomar Pinto ao governo deixou o Estado em ebulição. Os partidários do brigadeiro começam a apostar em mudanças profundas na administração estadual e em novos rumos para as políticas sociais. Uns mais racionais. Outros fanáticos.Há quem aposte que Ottomar vá ser a redenção para todos os problemas roraimenses. Menos, menos...

Enquanto isso, o ex-governador Flamarion Portela vive a totalidade do seu inferno astral. Deposto do trono sob acusação de uso indevido da máquina pública durante a campanha de 2002, agora a imprensa nacional (Veja) começa especular sobre a possibilidade de que, sem mandato, Portela possa vir a ser preso em decorrência do escândalo dos gafanhotos. Corre na Justiça Federal um processo contra ele e outras figuras da política local com acusação de crimes contra a administração pública, contra as finanças públicas, contra o patrimônio e peculato.

Em reportagem que fala também da prisão do prefeito de Macapá, o petista João Henrique Pimentel, a revista Veja lembra o esquema de corrupção desbaratado em Roraima, no ano passado, pela Polícia Federal e que ficou conhecido nacionalmente como o escândalo dos gafanhotos. Através desse esquema era feito o pagamento de salários a funcionários fantasmas. A revista diz que “A fraude começou quando Flamarion era vice-governador e pertencia a um tal Partido Social Liberal, e continuou até depois de sua posse como governador eleito, em 2003, já filiado ao PT”.

Enquanto uns comemoram a vitória judicial de Ottomar, outros lamentam a saída de Flamarion, como é o caso da cúpula do PT estadual. Ao deputado Titonho Beserra caberá o papel de opositor solitário na Assembléia Legislativa. Quanto à forma de governar de Ottomar Pinto, esta já começou a ser posta em prática. No último sábado, uma multidão de pessoas foi recebida no Palácio Hélio Campos numa audiência pública pelo governador recém-empossado. O brigadeiro diz que com a realização de tais audiências quer saber o que pensa e quer a população. A grande maioria da gente que compareceu ao palácio do governo só tinha um pedido a fazer: me dê um emprego. Haverá emprego para todos? Eis a questão.



 Escrito por Luiz Valério às 20h17
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As duas línguas do PT

 

As direções do PT regional e nacional ao que parece não estão falando a mesma língua. Enquanto o secretário de Comunicação do PT roraimense Pablo Sérgio Bezerra disse a este repórter-blogueiro que a sigla estaria disposta a permanecer com Flamarion em seus quadros, o presidente nacional do partido declarou à Agência Folha, um dia após a cassação do ex-governador de Roraima, que o “caso Portela” é um alerta dentro do partido contra possíveis filiações.

 

Para José Genuíno “O PT tem que ter cuidado com as novas filiações. O caso do Flamarion [Portela] foi um alerta claro para nós. Se algum petista, seja fundador ou recém-filiado, tiver qualquer prática incompatível com o estatuto e a ética do partido, o partido saberá agir para se preservar”. Isso é uma demonstração de que o afastamento de Flamarion Portela do PT não foi assim tão voluntarioso quando se disse por aqui. Agora fica claro que o ex-governador parece ter sido forçado a se licenciar. Ou seria só uma saída pela tangente do líder máximo petista diante da situação constrangedora?



 Escrito por Luiz Valério às 20h14
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E os mil concursados?

 

Os mil concursados que seriam empossados em breve pelo ex-governador Flamarion Portela devem estar com urticária, querendo saber se o processo de chamamento vai continuar nessa nova gestão estadual. Muita gente já tinha feitos os exames requeridos e aguardava apenas o momento e apresentá-los. Sei de informações de gente que já havia saído do seu estado de origem e aportado em Boa Vista esperando a nomeação. Ninguém ainda precisou omo ficará essa questão. Permanecerá o número de mil a serem empossados? Haverá mudanças nos planos? Essas eram as perguntas que eu me fazia até ontem. O secretário de administração Evandro Rocha Moreira disse porém que, a princípio, nada muda. É esperar para conferir.  



 Escrito por Luiz Valério às 19h21
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Os amigos do rei (não importa quem seja ele)

 

Rei deposto, rei morto. Foi realmente impressionante a pressa com que a maioria dos deputados estaduais que compunham a base de sustentação do ex-governador Flamarion Portela (licenciado do PT) na Assembléia Legislativa virou a casaca para o lado de Ottomar Pinto. No dia seguinte à posse do brigadeiro como governador do Estado, quase todos aqueles que apoiavam Flamarion já se declararam Ottomar desde criancinha.

Mas não podia se esperar outra coisa de deputados que só sabem viver à sombra do poder. Nessas ocasiões o que menos importa é quem seja o governante de plantão. Aliás, nesse aspecto, os políticos de Roraima têm um bom professor. Pois é impossível não citar o caso de um mui ilustríssimo senador que passou oito anos como líder do governo FHC, no senado, e tão logo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência da República ele trocou de partido e se declarou Lula desde o berçário. Tudo em benefício do bolso... quero dizer, do povo.

Este mesmo senador que havia declarado o seu apoio a Flamarion Portela também já o fez em relação a Ottomar Pinto. Mais uma vez tudo em nome do desenvolvimento do Estado. Mas o apoio manifesto já vem com data de validade pré-determinada. Vai até a campanha eleitoral de 2006, quando os dois grupos o do senador em questão e do brigadeiro deverão rachar para disputar o Governo do Estado. Coisas da política, dirão alguns. Pois é, mas me dêem licença que vou ao banheiro vomitar.



 Escrito por Luiz Valério às 19h01
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Conversa franca

 

Amanhã estarei conversando sobre jornalismo, mercado de trabalho e o dia-a-dia nas redações, com os alunos da disciplina de Introdução às técnicas jornalísticas, da Universidade Federal de Roraima (UFRR). O convite foi feito pela jornalista e professora Rosângela Queiroz.

Quando trabalhava na sucursal de O POVO, no interior do Ceará, era comum receber turmas de alunos do ensino fundamental e médio para lhes falar sobre texto jornalístico e o dia-a-dia da Redação de um jornal. Amanhã será a vez de falar para um público que está cursando em Comunicação Social e que tem toda uma expectativa em relação a profissão.

Procurarei ser bastante honesto com eles sobre o que os espera depois de formado. Passarei o que penso a respeito da profissão e a minha experiência de quase dez anos como jornalista. Mas, acima de tudo, repetirei para eles a frase de Garcia Marques: “jornalismo é a melhor profissão do mundo”. 

 



 Escrito por Luiz Valério às 22h34
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